As Osteotalks são um espaço de partilha e reflexão criado pela Osteoform, onde se promovem diálogos abertos e enriquecedores sobre temas centrais da Osteopatia. Através destes podcasts, reunimos profissionais de destaque, investigadores e especialistas reconhecidos, que trazem diferentes perspetivas, experiências e conhecimento científico para a comunidade.
O nosso objetivo é simples: aproximar a prática clínica da evidência científica, valorizando a troca de ideias e a atualização constante de quem exerce ou estuda Osteopatia. Cada episódio aborda questões atuais e relevantes – desde a evolução da profissão, até aos mais recentes avanços em investigação, prática clínica, educação e integração da Osteopatia nos sistemas de saúde.
Com um formato acessível e de consulta livre, as Osteotalks foram pensadas para estudantes, profissionais de saúde e osteopatas que procuram aprofundar conhecimentos, refletir sobre desafios e inspirar-se em histórias reais de quem faz a diferença nesta área.
Ao disponibilizar estas conversas num formato dinâmico e informativo, a Osteoform reforça o seu compromisso com a formação contínua, a qualidade científica e a valorização da Osteopatia em Portugal e além-fronteiras.
👉 Descubra já os nossos episódios e junte-se a uma comunidade em constante evolução, onde o conhecimento se transforma em prática.
Estivemos à conversa com um osteopata e um quiroprata sobre terapia manual, experiência e evidência clínica, visão de trabalho em equipa, diferenças e semelhanças profissionais, as limitações em Portugal, e muito mais.
Estivemos à conversa sobre o estado de arte da intervenção conservadora e farmacológica nas radiculopatias mais comuns (L5/S1), commumente e erradamente chamadas de "ciática". Rafael Zambelli Pinto apresentou na ASP 2026 o tópico “Advancing the management of sciatica – where should we go next?” Referências: Pinto RZ, Verwoerd AJH, Koes BW. Which pain medications are effective for sciatica (radicular leg pain)? BMJ. 2017 Oct 12;359:j4248. doi: 10.1136/bmj.j4248. PMID: 29025735. Mathieson S, Kasch R, Maher CG, Pinto RZ, McLachlan AJ, Koes BW, Lin CC. Combination Drug Therapy for the Management of Low Back Pain and Sciatica: Systematic Review and Meta-Analysis. J Pain. 2019 Jan;20(1):1-15. doi: 10.1016/j.jpain.2018.06.005. Epub 2018 Jul 3. PMID: 30585164. Oliveira CB, Maher CG, Ferreira ML, Hancock MJ, Oliveira VC, McLachlan AJ, Koes BW, Ferreira PH, Cohen SP, Pinto RZ. Epidural corticosteroid injections for lumbosacral radicular pain. Cochrane Database Syst Rev. 2020 Apr 9;4(4):CD013577. doi: 10.1002/14651858.CD013577. PMID: 32271952; PMCID: PMC7145384.
Estivemos à conversa com a Dra Helena Sousa, Dr Jorge Esteves, Dr Marco Silvestre, Dr Rui Santiago e o Dr Vitor Castro sobre a identidade osteopática, a sua evolução, os seus desafios, investigação e que caminhos positivos, de união devemos seguir. à 1:07:57 digo "dopamina" mas quero dizer serotonina (a pressão de moderador faz com que o raciocínio seja menos eficiente e mais rápido para passar a palavra e não falar mais que o convidado :))
Como decente sinto a responsabilidade de informar bem e por isso sou tbm crítico comigo.
Aqui fica uma breve explicação: A dopamina é uma hormona da "ação" e um dos seus propósitos é o de criar "movimento" para atingir um determinado objetivo= recompensa. As vias mesolimbicas e mesocorticolimbicas são um exemplo disso.
Uma vez atingido o objetivo (recompensa), a serotonina entra em ação para nos fazer "sentir bem" connosco próprios (hormona da felicidade).
Referências 14:35 Toloui-Wallace, J., Forbes, R., Thomson, O.P. et al. Fluid professional boundaries: ethnographic observations of co-located chiropractors, osteopaths and physiotherapists. BMC Health Serv Res 24, 344 (2024). https://doi.org/10.1186/s12913-024-10...
🎙️ OsteoTalk – Uma Conversa Esclarecedora sobre Encefalomiolite Miálgica e Síndrome da Fadiga Crónica
Nesta edição do OsteoTalk, mergulhámos num tema tão importante quanto pouco falado: a encefalomiolite miálgica e a síndrome da fadiga crónica. À conversa estiveram três convidadas com percursos marcantes na área da saúde – a enfermeira Manuela Santos, a Dra. Patrícia Pinto e a Dra. Vânia Ribeiro – que nos ajudaram a compreender melhor estas condições muitas vezes invisíveis, mas profundamente impactantes.
✨ A importância da Associação em Movimento
A enfermeira Manuela partilhou a origem comovente da associação que criou após o diagnóstico do seu filho. Desde então, tem sido incansável na missão de dar visibilidade à doença em Portugal e lutar pelo reconhecimento desta condição como incapacitante. Um verdadeiro exemplo de força e dedicação.
🧠 Compreender as semelhanças com a COVID longa
A Dra. Patrícia explicou como estas síndromes podem ser desencadeadas por infeções virais e o quanto a pandemia ajudou a trazer estas condições para o centro da discussão médica. Apesar das semelhanças nos sintomas, como a fadiga extrema e a dor, é importante compreender as diferenças entre elas para um acompanhamento mais eficaz.
⚖️ A importância da gestão de energia
A Dra. Vânia trouxe uma perspetiva prática e essencial sobre como a simples realização de tarefas diárias pode agravar os sintomas. O conceito de PEM (mal-estar pós-esforço) foi explicado com clareza, sublinhando a necessidade de uma gestão cuidadosa da energia e de estratégias de reabilitação ajustadas a cada pessoa.
🩺 Desafios no diagnóstico e abordagem terapêutica
Ainda existe um longo caminho a percorrer no reconhecimento clínico da encefalomiolite miálgica. As convidadas alertaram para os diagnósticos errados e a necessidade urgente de maior formação entre profissionais de saúde. Foram também discutidas abordagens terapêuticas manuais, como a técnica de Paren, e a importância de tratamentos individualizados.
💡 Um apelo à mudança
O episódio termina com uma nota de esperança e um apelo à ação: é tempo de reconhecer estas condições e garantir que os doentes recebam o apoio e os cuidados que merecem. O caminho faz-se com mais informação, mais empatia e mais colaboração.
Nesta edição da Osteotalk, exploramos a dentosofia, uma abordagem inovadora e humanista da medicina dentária, em conversa com a especialista Dra. Ivana Wildner.
A dentosofia é definida como uma autoterapia guiada, que procura equilibrar a saúde oral e global do paciente através de ativadores plurifuncionais — dispositivos que auxiliam funções vitais como respiração, mastigação e deglutição. O grande diferencial desta prática está na participação ativa do paciente, promovendo autocuidado e responsabilidade no processo de cura.
A Dra. Ivana destaca ainda a relevância da integração entre dentosofia e osteopatia, sobretudo em casos relacionados com a articulação temporomandibular (ATM). Esta colaboração multidisciplinar permite tratamentos mais holísticos, eficazes e duradouros, ao abordar não só os aspetos dentários, mas também as dimensões estruturais e funcionais do corpo.
Durante a conversa, são abordados os desafios da adesão ao tratamento, a importância da autorresponsabilidade e o papel fundamental do diálogo entre profissional e paciente para alcançar resultados consistentes.
A sessão termina com uma reflexão sobre a evolução da medicina dentária e a necessidade de integrar abordagens naturais, holísticas e humanistas. A dentosofia surge, assim, como um caminho promissor para uma medicina mais participativa, focada no equilíbrio e bem-estar integral do ser humano.
Alostase Mecânica, Memória Celular e o Impacto das Cicatrizes na Saúde
Nesta edição da Osteotalk, o tema central é a alostase mecânica e a forma como a memória celular das cicatrizes pode influenciar a saúde física e emocional dos pacientes. O episódio conta com a presença da especialista Neid Costa, fisioterapeuta com vasta experiência em terapia manual e dermato funcional, que partilha conhecimento científico e clínico sobre a relevância das cicatrizes no equilíbrio musculoesquelético.
Durante a conversa, é destacado que muitas vezes as cicatrizes são subvalorizadas em avaliações clínicas, apesar do seu papel crucial na saúde. Mesmo após décadas, podem manter-se sintomáticas, afetando a mobilidade, a homeostase mecânica e contribuindo para dores crónicas. Longe de serem apenas questões estéticas, as cicatrizes representam processos complexos de reorganização tecidual.
Neid Costa explica os mecanismos fisiológicos da cicatrização, desde a fase inflamatória até à regeneração, destacando o papel dos fibroblastos e do colagénio. Aborda ainda os tipos de cicatrizes — normotróficas, hipertróficas e atróficas — esclarecendo as diferenças entre queloides e cicatrizes hipertróficas.
Um ponto relevante do episódio é a ligação entre cicatrizes e memória emocional. Casos clínicos mostram como experiências traumáticas podem intensificar a dor ou a sensibilidade em determinadas cicatrizes, reforçando a necessidade de uma abordagem que integre o aspeto físico e psicológico.
O podcast aprofunda ainda técnicas de tratamento de cicatrizes, incluindo terapia manual, mobilização tecidular, técnicas que estimulam a irrigação sanguínea e até eletroterapia. A abordagem terapêutica deve ser progressiva, envolvendo não só a cicatriz, mas também as áreas circundantes, sempre com foco na funcionalidade e no bem-estar do paciente.
Na conclusão, os especialistas defendem uma visão holística da cicatrização, que ultrapassa a fisiologia e incorpora fatores emocionais, comunicacionais e de autocuidado. A mensagem final reforça a importância da colaboração ativa entre profissional e paciente para garantir resultados eficazes e duradouros.
👉 Este episódio da Osteotalk é uma oportunidade única para profissionais de saúde compreenderem melhor a complexidade das cicatrizes, o seu impacto na biomecânica e no equilíbrio emocional, e explorarem novas abordagens terapêuticas na prática clínica.
A Técnica Perin e o seu Impacto na Saúde Neuro-Linfática
Nesta edição da Osteotalk, o convidado é o Dr. Pin, especialista na técnica Perin, uma abordagem osteopática inovadora no tratamento de distúrbios neuro-linfáticos, incluindo COVID longa, síndrome da fadiga crónica e fibromialgia.
A técnica Perin centra-se na drenagem linfática do sistema nervoso central – cérebro e medula espinhal – com o objetivo de remover toxinas e melhorar a função neurológica. Desde o final da década de 1980, o Dr. Pin tem desenvolvido investigação nesta área, defendendo que muitas condições crónicas estão ligadas a disfunções no sistema de drenagem do cérebro.
Apesar do ceticismo inicial da comunidade médica, o Dr. Pin obteve o seu doutoramento em 2005, publicando trabalhos que fundamentaram a sua teoria sobre a importância da drenagem linfática cerebral.
Com os avanços científicos mais recentes – como a confirmação da existência de um sistema linfático no cérebro e estudos que ligam a COVID longa à disfunção da barreira hematoencefálica – as suas ideias têm vindo a ganhar reconhecimento internacional.
A técnica Perin tem despertado o interesse crescente de osteopatas, fisioterapeutas e médicos, que reconhecem a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no tratamento de condições complexas. Os workshops ministrados pelo Dr. Pin, agora com duração de três dias, refletem a evolução do conhecimento científico nesta área.
O Dr. Pin destaca os novos projetos de investigação, incluindo a criação de um centro de estudos em Cambridge (Reino Unido) para aprofundar o papel da drenagem linfática na saúde cerebral, recorrendo a tecnologias avançadas de imagem. Também sublinha a relevância de estudar o impacto da toxicidade por metais pesados em doenças neurológicas.
Na parte final da entrevista, o Dr. Pin reforça o seu compromisso em formar profissionais de saúde em Portugal, garantindo que a técnica é aplicada de forma segura e eficaz. Os workshops futuros pretendem expandir este conhecimento, contribuindo para melhores resultados clínicos e maior qualidade de vida dos pacientes.
Nesta edição da Osteotalk, contamos com a participação de Cristina Costa, osteopata formada pela Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha e recentemente mestre em Gestão e Avaliação de Tecnologias da Saúde. A conversa centra-se na sua investigação académica e no impacto da osteopatia aplicada em contextos clínicos, com destaque para a preparação de pacientes antes de colonoscopias.
Cristina partilha o seu percurso académico e profissional, revelando a paixão pela osteopatia visceral que orientou o desenvolvimento da sua tese de mestrado. Apesar dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, conseguiu estruturar uma investigação baseada em ensaios clínicos randomizados e revisão da literatura, com resultados preliminares que apontam para benefícios na aplicação de técnicas manuais na elasticidade abdominal e na melhoria da experiência do paciente em exames invasivos.
Outro ponto relevante da conversa é a importância da comunidade e da partilha de conhecimento. Cristina destaca a criação da Comunidade Osteoform, um grupo com mais de 150 profissionais que trocam experiências e participam em encontros virtuais mensais — as já conhecidas “Osteopatia às Quintas”. Estes espaços têm fortalecido a cooperação e o apoio entre osteopatas, reduzindo o isolamento profissional e promovendo a atualização científica.
Durante o podcast, são ainda discutidos temas essenciais como a integração entre osteopatas e médicos, a necessidade de uma comunicação eficaz para melhorar o acompanhamento clínico, e o papel da educação dos pacientes na redução da ansiedade em procedimentos médicos.
Cristina revela também as suas ambições futuras, incluindo a possibilidade de avançar para um doutoramento e de integrar tecnologias inovadoras, como a ecografia, para reforçar a avaliação e a prática clínica osteopática.
A Osteotalk encerra com um convite aberto à comunidade de profissionais de saúde: participar na Osteoform e contribuir para a construção de uma rede sólida de conhecimento, investigação e desenvolvimento profissional em osteopatia.
Para consultar mais Osteotalks, siga o link
• Cervellini et al., 2025 – Understanding Degenerative Cervical Myelopathy in Musculoskeletal Practice
• Finucane et al., 2020 – International Framework for Red Flags for Potential Serious Spinal Pathologies • Sleijser-Koehorst et al., 2025 – Diagnostic Models for Cervical Nerve Root Involvement
• Yousif et al., 2025 – Neurological Examination for Cervical Radiculopathy: A Scoping Review
• IFOMPT Cervical Framework 2020
• Normas clínicas nacionais e internacionais (NICE, AAN, EAN)
• Atalaia T, Pedro R, Santos C 2009 Definição de Lesão Desportiva – Uma revisão da literatura. Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto 13-21
• Berdiaki, A.; Neagu, M.; Tzanakakis, P.; Spyridaki, I.; Pérez, S.; Nikitovic, D. Extracellular Matrix Components and Mechanosensing Pathways in Health and Disease. Biomolecules 2024, 14, 1186. https:// doi.org/10.3390/biom14091186
• Brukner & Khan’s Clinical Sports Medicine, 5ª ed., 2020 • Gibson JNA. Management of acute so tissue injuries. BMJ. 2021.
• Kumar, Abbas, Aster. Robbins & Cotran. Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 2020.
• Lederman E 2005 The science and practice of manual therapy 2nd edn Elsevier, Churchill Livingstone, Edinburgh.
• Magee D, Zachazewski J, Quillen W 2007 Scientific foundations and principles of practice in musculoskeletal rehabilitation. Saunders Elsevier, St. Loius, Missouri.
• Medzhitov R. Origin and physiological roles of inflammation. Nature, 2008.
• Shamley D, Gifford L 2005 Pathophysiology: an essential text for the allied health professions. Elsevier Butterworth Heinemann, Edinburgh
• Woolf N 2000 Cell, tissue and disease. The basis of pathology 3rd edn. W. B. Saunders Company Ltd, Edinburgh
• Guyton, A., & Hall, J. (2006). Tratado de Fisiologia Médica (11ª ed.) Rio de Janeiro: Elsevier.
• Kumar, P. and Clark, M. (2012). Clinical Medicine, (8th Edition). Edinburgh: W.B. Saunders.
• Kumar, V., Abbas, A.K., Aster, J.C. (2013). Robbins Patologia Básica, (9th Edition). Rio de Janeiro: Elsevier. • Patten, J. (2001), Diagnóstico Diferencial em Neurologia (2ed). Rio de Janeiro: Revinter.
• Pinto, A. M. (coord.) (2013), Fisiopatologia, Fundamentos e Aplicações (2ed). Lisboa: Lidel.
No final da formação, os participantes deverão ser capazes de:
Compreender e aplicar de forma integrada a semiologia clínica relevante nas principais condições de dor músculo-esquelética, ortopédica, reumatológica e neurológica, com especial ênfase em lomborradiculopatias agudas, lombalgia não específica e dor no complexo do ombro.
Identificar e interpretar corretamente os sinais de alerta (red flags), aplicar critérios de classificação clínica e integrar as guidelines mais recentes da NICE e de outras sociedades científicas de referência no processo de diagnóstico diferencial e decisão clínica.
Integrar o raciocínio clínico avançado na prática osteopática, articulando de forma coerente a avaliação, o diagnóstico diferencial, o plano terapêutico e os critérios de encaminhamento médico.
Desenvolver competências práticas elevadas através da análise e discussão de casos clínicos reais e simulações, promovendo uma aprendizagem experiencial que prepara para a realidade da prática clínica diária.
Realizar uma avaliação clínica estruturada e segura em contextos de pacientes agudos e subagudos, demonstrando capacidade de tomada de decisão clínica fundamentada e assertiva.
Comunicar de forma clara e eficaz com o paciente, integrando educação terapêutica e estratégias de gestão de expectativas, contribuindo para melhores outcomes clínicos e maior adesão ao tratamento.
Exercer uma prática osteopática mais segura, autónoma e diferenciada, combinando evidência científica atual com elevado nível de raciocínio clínico e competência técnica.
✔ Como diferenciar um quadro musculoesquelético benigno de situações com suspeita grave ou urgente
✔ Como identificar red flags de forma prática e eficiente
✔ Como avaliar rapidamente pacientes agudos sem complicar o raciocínio clínico
✔ Técnicas de tratamento eficazes, seguras e adaptadas à irritabilidade do caso
✔ Quando utilizar e quando evitar técnicas de HVT
✔ Como reduzir dor sem agravar sintomas
✔ Estratégias práticas para lombalgia aguda, cervicalgia, “ciatalgias”, omalgia, etc.
✔ Como comunicar com pacientes ansiosos, assustados ou frustrados
✔ O que aconselhar nas primeiras 24–72 horas
✔ Quando encaminhar e como reconhecer limites clínicos
Esta será uma formação actual, prática e baseada em experiência clínica real, vais desenvolver ferramentas que podes aplicar imediatamente no consultório.
Para quem é esta formação?
• Osteopatas recém-formados que querem ganhar confiança clínica
• Osteopatas experientes que desejam atualizar a sua abordagem ao paciente agudo
• Profissionais que procuram integrar raciocínio clínico moderno com prática manual eficaz
• Clínicos que querem trabalhar com maior segurança, clareza e profissionalismo
O sucesso clínico não depende apenas das mãos. Depende da capacidade de: avaliar corretamente, comunicar confiança, reconhecer riscos, escolher a intervenção certa, e saber quando não tratar.
– e como adaptar a abordagem a cada paciente.
– como pensar clinicamente,
– como tomar decisões seguras,
– como comunicar eficazmente,
– e como adaptar a abordagem a cada paciente.
Esta formação presencial foi concebida para estabelecer a ponte entre a evidência científica atual e a prática clínica diária. Através de uma abordagem prática e intensiva, os participantes irão aprofundar o diagnóstico diferencial, o raciocínio clínico e a gestão de casos complexos em contexto de dor músculo-esquelética, com especial foco em lomborradiculopatias agudas, lombalgia não específica e patologia do complexo do ombro.
Combinando teoria de alto nível com prática intensiva em casos clínicos reais e simulações, a formação promove o desenvolvimento de competências avançadas em semiologia clínica, identificação de red flags e integração das guidelines internacionais mais recentes, preparando o osteopata para uma prática mais segura, eficaz e diferenciada num mercado cada vez mais exigente.
A metodologia privilegia a discussão de casos clínicos complexos em ambiente multidisciplinar, permitindo aos participantes consolidar o raciocínio clínico, refinar técnicas com evidência e desenvolver confiança na gestão de pacientes agudos e subagudos. Ao longo desta formação intensiva, vais aprender a avaliar, tratar e gerir pacientes agudos com maior confiança clínica, pensamento crítico e segurança terapêutica.
A metodologia privilegia a discussão de casos clínicos complexos em ambiente multidisciplinar, permitindo aos participantes consolidar o raciocínio clínico, refinar técnicas com evidência e desenvolver confiança na gestão de pacientes agudos e subagudos.
Ao longo desta formação intensiva, vais aprender a avaliar, tratar e gerir pacientes agudos com maior confiança clínica, pensamento crítico e segurança terapêutica.
Conteúdo altamente prático
Casos clínicos reais
Demonstrações e aplicação clínica
Estratégias imediatamente utilizáveis
Discussão de erros comuns e armadilhas clínicas
Ambiente profissional, direto e orientado para a prática real
Esta formação foi criada para osteopatas que querem desenvolver segurança, raciocínio clínico e capacidade prática na abordagem de casos agudos reais – sem depender de protocolos rígidos ou técnicas aplicadas automaticamente.
Semiologia em Cardiologia e Doença Vascular
Compreensão detalhada dos sinais clínicos cardíacos e vasculares periféricos, critérios diagnósticos essenciais e reconhecimento precoce de situações de risco cardiovascular:
– Anginas
– SCA
– Insuficiência vascular periférica
– AVC
– Hipertensão (aguda, crónica, secundária e maligna)
• Semiologia Noutros Sistemas:
Conhecer e identificar sinais de alerta e critérios de referência nas patologias mais comuns dos sistemas gastroenterológico, renal e genito-urinário.
• Componente prática:
Semiologia Clínica
– Avaliação clínica prática das principais patologias discutidas, identificação de alertas, contexto clinico e discussão de casos clínicos.
– Treino do raciocínio clínico em diagnósticos diferenciais.
Bibliografia Essencial:
• Guyton, A., & Hall, J. (2006). Tratado de Fisiologia Médica (11ª ed.) Rio de Janeiro:
Elsevier.
• Kumar, P. and Clark, M. (2012). Clinical Medicine, (8th Edition). Edinburgh: W.B. Saunders.
• Kumar, V., Abbas, A.K., Aster, J.C. (2013). Robbins Patologia Básica, (9th Edition). Rio de Janeiro: Elsevier.
• Patten, J. (2001), Diagnóstico Diferencial em Neurologia (2ed). Rio de Janeiro: Revinter.
• Pinto, A. M. (coord.) (2013), Fisiopatologia, Fundamentos e Aplicações (2ed). Lisboa:
Lidel.
Semiologia Ortopedia e Reumatologia
• Reconhecimento precoce de sinais inflamatórios e degenerativos, bem como critérios para encaminhamento clínico, no reconhecimento de condições em traumatologia, ortopedia e reumatologia.
• Avaliação e gestão clínica da mulher em pré-menopausa e menopausa, compreensão dos sintomas típicos e atípicos e reconhecimento de sinais de alerta: Gestão da Terapêutica em Osteopatia para Mulheres na Prémenopausa
e Menopausa.
• Descrição detalhada das patologias osteoarticulares e reumáticas mais comuns.
Critérios clínicos, de imagiologia e hemograma:
• Traumatologia e ortopedia no ombro
• Traumatologia e ortopedia na cervical e lombar
• Traumatologia e ortopedia na coxo-femoral e sacro-ilíaca
• Doença reumática oligo e poliarticular.
• Doença reumática simétrica, assimétrica, axial ou periférica.
• Context clínico das doenças mais comuns.
Componente prática: Semiologia Clínica
• Avaliação clínica e discussão com casos clínicos complexos, promovendo o desenvolvimento na competência de raciocínio clínico.
• A formação combinará teoria e prática, proporcionando aos participantes uma compreensão aprofundada da semiologia clínica aplicada ao contexto de diagnóstico diferencial, encaminhamento e terapêutica em osteopatia,
preparando-os para uma prática clínica mais segura e eficaz.
Bibliografia Essencial:
• Atalaia T, Pedro R, Santos C 2009 Definição de Lesão Desportiva – Uma revisão da literatura. Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto 13-21
• Berdiaki, A.; Neagu, M.; Tzanakakis, P.; Spyridaki, I.; Pérez, S.; Nikitovic, D. Extracellular Matrix Components and Mechanosensing Pathways in Health and Disease.
Biomolecules 2024, 14, 1186. https:// doi.org/10.3390/biom14091186
• Brukner & Khan’s Clinical Sports Medicine, 5ª ed., 2020
• Gibson JNA. Management of acute soft tissue injuries. BMJ. 2021.
• Kumar, Abbas, Aster. Robbins & Cotran. Patologia – Bases Patológicas das Doenças.
2020.
• Lederman E 2005 The science and practice of manual therapy 2nd edn Elsevier,
Churchill Livingstone, Edinburgh.
• Magee D, Zachazewski J, Quillen W 2007 Scientific foundations and principles of practice in musculoskeletal rehabilitation. Saunders Elsevier, St. Loius, Missouri.
• Medzhitov R. Origin and physiological roles of inflammation. Nature, 2008.
• Shamley D, Gifford L 2005 Pathophysiology: an essential text for the allied health professions. Elsevier Butterworth Heinemann, Edinburgh
• Woolf N 2000 Cell, tissue and disease. The basis of pathology 3rd edn. W. B. Saunders Company Ltd, Edinburgh
Semiologia em Neurologia:
Este módulo inclui a atualização de critérios de diagnóstico nas:
– Radiculopatias cervicais
– Neuropatia periférica (como síndrome do túnel do carpo)
– Deteção precoce de patologias graves como a mielopatia cervical
degenerativa, síndrome da cauda equina, malignidade vertebral, fratura
vertebral e dor cervical de origem vascular.
– Lomboradiculopatias agudas, entre outras.
Este seminário visa dotar as/os osteopatas de competências clínicas na identificação, interpretação e gestão de sinais e sintomas neurológicos incluindo bandeiras vermelhas no contexto da consulta em osteopatia.
• Componente prática: Semiologia Clínica
Semiologia neurológica fundamental:
Testes quantitativos sensoriais, avaliação motora e testes especiais no sistema nervoso periférico e sistema nervoso central.
Sinais de alarme e modelos de decisão atualizados no contexto das patologias mais comuns.
Aplicação de um raciocínio clínico apurado, com discussão de casos clínicos reais e apresentações complexas.
Enquanto profissional de saúde devemos entender quando e como podemos intervir em sintomas neurogénicos e quando devemos referenciar. Este é o propósito deste módulo.
Bibliografia Essencial:
• Cervellini et al., 2025 – Understanding Degenerative Cervical Myelopathy in Musculoskeletal Practice
• Finucane et al., 2020 – International Framework for Red Flags for Potential Serious Spinal Pathologies
• Sleijser-Koehorst et al., 2025 – Diagnostic Models for Cervical Nerve Root Involvement
• Yousif et al., 2025 – Neurological Examination for Cervical Radiculopathy: A Scoping
Review
• IFOMPT Cervical Framework 2020
• Normas clínicas nacionais e internacionais (NICE, AAN, EAN)
Estratégias de intervenção em pacientes com dor persistente associada a disfunção
neural, integrando abordagens contemporâneas baseadas em evidência.
Conteúdos:
• sensibilização periférica e central
• alterações no processamento sensorial
• reorganização cortical
• papel das crenças e do comportamento na perpetuação da dor
Serão abordadas estratégias terapêuticas inspiradas em:
• Cognitive Functional Therapy (CFT)
• Pain Reprocessing Therapy (PRT)
• Retreino sensitivo
• exposição gradual ao movimento
• modulação de crenças e expectativas
• construção de uma aliança terapêutica eficaz
Discussão do papel dos fatores contextuais na resposta terapêutica e na modulação da
dor.
Serão explorados conceitos como:
• mecanismos específicos vs mecanismos contextuais
• expectativas do paciente
• comunicação clínica
• aliança terapêutica
• efeito placebo e nocebo
Será discutido como:
Os resultados clínicos após intervenções de reabilitação emergem da interação entre
mecanismos específicos do tratamento, fatores contextuais associados ao
encontro terapêutico e características individuais do paciente.
Aplicação prática destes conceitos na prática clínica diária.
Aplicação clínica dos princípios de avaliação e tratamento em apresentações
frequentes da prática clínica.
Casos abordados incluem:
• Síndrome do túnel cárpico
• Radiculopatias cervicais
• Radiculopatias lombares
• Neuropatia do nervo ulnar
• Neuropatia craniana associadas a fatores iatrogénicos e/ou degeneração
Componentes práticos:
• avaliação clínica estruturada
• interpretação dos testes neurodinâmicos
• técnicas de mobilização neural
• estratégias de auto-exercício neurodinâmico
• progressão terapêutica
Revisão dos princípios terapêuticos que sustentam a mobilização neural, à luz da
evidência científica atual.
Conteúdos:
• Fundamentos biomecânicos da mobilidade neural
• Interfaces mecânicas do sistema nervoso
• Mecanismos neurofisiológicos da mobilização neural
• Efeitos periféricos e centrais da mobilização neurodinâmica
• Evidência clínica atual na utilização de técnicas neurodinâmicas
• Integração da neurodinâmica no raciocínio clínico
Revisão dos sinais e sintomas mais relevantes associados a disfunções do sistema
nervoso periférico, com foco na identificação precoce de apresentações
neuropáticas e neurogénicas no contexto musculoesquelético.
Serão abordados: