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Osteoform

Osteotalks – Conversas que Transformam a Osteopatia

As Osteotalks são um espaço de partilha e reflexão criado pela Osteoform, onde se promovem diálogos abertos e enriquecedores sobre temas centrais da Osteopatia. Através destes podcasts, reunimos profissionais de destaque, investigadores e especialistas reconhecidos, que trazem diferentes perspetivas, experiências e conhecimento científico para a comunidade.

O nosso objetivo é simples: aproximar a prática clínica da evidência científica, valorizando a troca de ideias e a atualização constante de quem exerce ou estuda Osteopatia. Cada episódio aborda questões atuais e relevantes – desde a evolução da profissão, até aos mais recentes avanços em investigação, prática clínica, educação e integração da Osteopatia nos sistemas de saúde.

Com um formato acessível e de consulta livre, as Osteotalks foram pensadas para estudantes, profissionais de saúde e osteopatas que procuram aprofundar conhecimentos, refletir sobre desafios e inspirar-se em histórias reais de quem faz a diferença nesta área.

Ao disponibilizar estas conversas num formato dinâmico e informativo, a Osteoform reforça o seu compromisso com a formação contínua, a qualidade científica e a valorização da Osteopatia em Portugal e além-fronteiras.

👉 Descubra já os nossos episódios e junte-se a uma comunidade em constante evolução, onde o conhecimento se transforma em prática.

Osteotalks

Conversas em terapia manual- Osteotalks com Omid Barhami e Pedro Pronto

Estivemos à conversa com um osteopata e um quiroprata sobre terapia manual, experiência e evidência clínica, visão de trabalho em equipa, diferenças e semelhanças profissionais, as limitações em Portugal, e muito mais.

 

Orientação e abordagem na dor ciática: osteotalks com Rafael Zambelli Pinto, PhD

Estivemos à conversa sobre o estado de arte da intervenção conservadora e farmacológica nas radiculopatias mais comuns (L5/S1), commumente e erradamente chamadas de "ciática". Rafael Zambelli Pinto apresentou na ASP 2026 o tópico “Advancing the management of sciatica – where should we go next?” Referências: Pinto RZ, Verwoerd AJH, Koes BW. Which pain medications are effective for sciatica (radicular leg pain)? BMJ. 2017 Oct 12;359:j4248. doi: 10.1136/bmj.j4248. PMID: 29025735. Mathieson S, Kasch R, Maher CG, Pinto RZ, McLachlan AJ, Koes BW, Lin CC. Combination Drug Therapy for the Management of Low Back Pain and Sciatica: Systematic Review and Meta-Analysis. J Pain. 2019 Jan;20(1):1-15. doi: 10.1016/j.jpain.2018.06.005. Epub 2018 Jul 3. PMID: 30585164. Oliveira CB, Maher CG, Ferreira ML, Hancock MJ, Oliveira VC, McLachlan AJ, Koes BW, Ferreira PH, Cohen SP, Pinto RZ. Epidural corticosteroid injections for lumbosacral radicular pain. Cochrane Database Syst Rev. 2020 Apr 9;4(4):CD013577. doi: 10.1002/14651858.CD013577. PMID: 32271952; PMCID: PMC7145384.

A identidade osteopática e as suas áreas de competência - que caminho queremos seguir?

Estivemos à conversa com a Dra Helena Sousa, Dr Jorge Esteves, Dr Marco Silvestre, Dr Rui Santiago e o Dr Vitor Castro sobre a identidade osteopática, a sua evolução, os seus desafios, investigação e que caminhos positivos, de união devemos seguir. à 1:07:57 digo "dopamina" mas quero dizer serotonina (a pressão de moderador faz com que o raciocínio seja menos eficiente e mais rápido para passar a palavra e não falar mais que o convidado :))

Como decente sinto a responsabilidade de informar bem e por isso sou tbm crítico comigo.

Aqui fica uma breve explicação: A dopamina é uma hormona da "ação" e um dos seus propósitos é o de criar "movimento" para atingir um determinado objetivo= recompensa. As vias mesolimbicas e mesocorticolimbicas são um exemplo disso.

Uma vez atingido o objetivo (recompensa), a serotonina entra em ação para nos fazer "sentir bem" connosco próprios (hormona da felicidade).

Referências 14:35 Toloui-Wallace, J., Forbes, R., Thomson, O.P. et al. Fluid professional boundaries: ethnographic observations of co-located chiropractors, osteopaths and physiotherapists. BMC Health Serv Res 24, 344 (2024). https://doi.org/10.1186/s12913-024-10...

Covid Longa e Fadiga Crónica

🎙️ OsteoTalk – Uma Conversa Esclarecedora sobre Encefalomiolite Miálgica e Síndrome da Fadiga Crónica

Nesta edição do OsteoTalk, mergulhámos num tema tão importante quanto pouco falado: a encefalomiolite miálgica e a síndrome da fadiga crónica. À conversa estiveram três convidadas com percursos marcantes na área da saúde – a enfermeira Manuela Santos, a Dra. Patrícia Pinto e a Dra. Vânia Ribeiro – que nos ajudaram a compreender melhor estas condições muitas vezes invisíveis, mas profundamente impactantes.

A importância da Associação em Movimento
A enfermeira Manuela partilhou a origem comovente da associação que criou após o diagnóstico do seu filho. Desde então, tem sido incansável na missão de dar visibilidade à doença em Portugal e lutar pelo reconhecimento desta condição como incapacitante. Um verdadeiro exemplo de força e dedicação.

🧠 Compreender as semelhanças com a COVID longa
A Dra. Patrícia explicou como estas síndromes podem ser desencadeadas por infeções virais e o quanto a pandemia ajudou a trazer estas condições para o centro da discussão médica. Apesar das semelhanças nos sintomas, como a fadiga extrema e a dor, é importante compreender as diferenças entre elas para um acompanhamento mais eficaz.

⚖️ A importância da gestão de energia
A Dra. Vânia trouxe uma perspetiva prática e essencial sobre como a simples realização de tarefas diárias pode agravar os sintomas. O conceito de PEM (mal-estar pós-esforço) foi explicado com clareza, sublinhando a necessidade de uma gestão cuidadosa da energia e de estratégias de reabilitação ajustadas a cada pessoa.

🩺 Desafios no diagnóstico e abordagem terapêutica
Ainda existe um longo caminho a percorrer no reconhecimento clínico da encefalomiolite miálgica. As convidadas alertaram para os diagnósticos errados e a necessidade urgente de maior formação entre profissionais de saúde. Foram também discutidas abordagens terapêuticas manuais, como a técnica de Paren, e a importância de tratamentos individualizados.

💡 Um apelo à mudança
O episódio termina com uma nota de esperança e um apelo à ação: é tempo de reconhecer estas condições e garantir que os doentes recebam o apoio e os cuidados que merecem. O caminho faz-se com mais informação, mais empatia e mais colaboração.

DENTOFASIA: Uma visão humanista, integrativa e interdisciplinar da medicina dentária

Introdução à Dentosofia com a Dra. Ivana Wildner

Nesta edição da Osteotalk, exploramos a dentosofia, uma abordagem inovadora e humanista da medicina dentária, em conversa com a especialista Dra. Ivana Wildner.

A dentosofia é definida como uma autoterapia guiada, que procura equilibrar a saúde oral e global do paciente através de ativadores plurifuncionais — dispositivos que auxiliam funções vitais como respiração, mastigação e deglutição. O grande diferencial desta prática está na participação ativa do paciente, promovendo autocuidado e responsabilidade no processo de cura.

A Dra. Ivana destaca ainda a relevância da integração entre dentosofia e osteopatia, sobretudo em casos relacionados com a articulação temporomandibular (ATM). Esta colaboração multidisciplinar permite tratamentos mais holísticos, eficazes e duradouros, ao abordar não só os aspetos dentários, mas também as dimensões estruturais e funcionais do corpo.

Durante a conversa, são abordados os desafios da adesão ao tratamento, a importância da autorresponsabilidade e o papel fundamental do diálogo entre profissional e paciente para alcançar resultados consistentes.

A sessão termina com uma reflexão sobre a evolução da medicina dentária e a necessidade de integrar abordagens naturais, holísticas e humanistas. A dentosofia surge, assim, como um caminho promissor para uma medicina mais participativa, focada no equilíbrio e bem-estar integral do ser humano.

Osteotalk-Alostase mecânica e memoria tecidolar das cicatrizes

Alostase Mecânica, Memória Celular e o Impacto das Cicatrizes na Saúde

Nesta edição da Osteotalk, o tema central é a alostase mecânica e a forma como a memória celular das cicatrizes pode influenciar a saúde física e emocional dos pacientes. O episódio conta com a presença da especialista Neid Costa, fisioterapeuta com vasta experiência em terapia manual e dermato funcional, que partilha conhecimento científico e clínico sobre a relevância das cicatrizes no equilíbrio musculoesquelético.

A relevância clínica das cicatrizes

Durante a conversa, é destacado que muitas vezes as cicatrizes são subvalorizadas em avaliações clínicas, apesar do seu papel crucial na saúde. Mesmo após décadas, podem manter-se sintomáticas, afetando a mobilidade, a homeostase mecânica e contribuindo para dores crónicas. Longe de serem apenas questões estéticas, as cicatrizes representam processos complexos de reorganização tecidual.

Formação e remodelação tecidular

Neid Costa explica os mecanismos fisiológicos da cicatrização, desde a fase inflamatória até à regeneração, destacando o papel dos fibroblastos e do colagénio. Aborda ainda os tipos de cicatrizes — normotróficas, hipertróficas e atróficas — esclarecendo as diferenças entre queloides e cicatrizes hipertróficas.

Cicatrização, emoções e dor

Um ponto relevante do episódio é a ligação entre cicatrizes e memória emocional. Casos clínicos mostram como experiências traumáticas podem intensificar a dor ou a sensibilidade em determinadas cicatrizes, reforçando a necessidade de uma abordagem que integre o aspeto físico e psicológico.

Técnicas terapêuticas e estratégias de tratamento

O podcast aprofunda ainda técnicas de tratamento de cicatrizes, incluindo terapia manual, mobilização tecidular, técnicas que estimulam a irrigação sanguínea e até eletroterapia. A abordagem terapêutica deve ser progressiva, envolvendo não só a cicatriz, mas também as áreas circundantes, sempre com foco na funcionalidade e no bem-estar do paciente.

Uma visão holística e colaborativa

Na conclusão, os especialistas defendem uma visão holística da cicatrização, que ultrapassa a fisiologia e incorpora fatores emocionais, comunicacionais e de autocuidado. A mensagem final reforça a importância da colaboração ativa entre profissional e paciente para garantir resultados eficazes e duradouros.


👉 Este episódio da Osteotalk é uma oportunidade única para profissionais de saúde compreenderem melhor a complexidade das cicatrizes, o seu impacto na biomecânica e no equilíbrio emocional, e explorarem novas abordagens terapêuticas na prática clínica.

Técnica de Perrin na Covid Longa

A Técnica Perin e o seu Impacto na Saúde Neuro-Linfática

Nesta edição da Osteotalk, o convidado é o Dr. Pin, especialista na técnica Perin, uma abordagem osteopática inovadora no tratamento de distúrbios neuro-linfáticos, incluindo COVID longa, síndrome da fadiga crónica e fibromialgia.

O que é a Técnica Perin?

A técnica Perin centra-se na drenagem linfática do sistema nervoso central – cérebro e medula espinhal – com o objetivo de remover toxinas e melhorar a função neurológica. Desde o final da década de 1980, o Dr. Pin tem desenvolvido investigação nesta área, defendendo que muitas condições crónicas estão ligadas a disfunções no sistema de drenagem do cérebro.

Contexto Histórico e Validação Científica

Apesar do ceticismo inicial da comunidade médica, o Dr. Pin obteve o seu doutoramento em 2005, publicando trabalhos que fundamentaram a sua teoria sobre a importância da drenagem linfática cerebral.
Com os avanços científicos mais recentes – como a confirmação da existência de um sistema linfático no cérebro e estudos que ligam a COVID longa à disfunção da barreira hematoencefálica – as suas ideias têm vindo a ganhar reconhecimento internacional.

Relevância Clínica e Multidisciplinar

A técnica Perin tem despertado o interesse crescente de osteopatas, fisioterapeutas e médicos, que reconhecem a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no tratamento de condições complexas. Os workshops ministrados pelo Dr. Pin, agora com duração de três dias, refletem a evolução do conhecimento científico nesta área.

Investigação e Futuro da Osteopatia

O Dr. Pin destaca os novos projetos de investigação, incluindo a criação de um centro de estudos em Cambridge (Reino Unido) para aprofundar o papel da drenagem linfática na saúde cerebral, recorrendo a tecnologias avançadas de imagem. Também sublinha a relevância de estudar o impacto da toxicidade por metais pesados em doenças neurológicas.

Compromisso com a Formação em Portugal

Na parte final da entrevista, o Dr. Pin reforça o seu compromisso em formar profissionais de saúde em Portugal, garantindo que a técnica é aplicada de forma segura e eficaz. Os workshops futuros pretendem expandir este conhecimento, contribuindo para melhores resultados clínicos e maior qualidade de vida dos pacientes.

Mobilizacao manual do Colon

Osteotalk com Cristina Costa: Osteopatia, Colonoscopias e o Valor da Comunidade Profissional

Nesta edição da Osteotalk, contamos com a participação de Cristina Costa, osteopata formada pela Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha e recentemente mestre em Gestão e Avaliação de Tecnologias da Saúde. A conversa centra-se na sua investigação académica e no impacto da osteopatia aplicada em contextos clínicos, com destaque para a preparação de pacientes antes de colonoscopias.

Cristina partilha o seu percurso académico e profissional, revelando a paixão pela osteopatia visceral que orientou o desenvolvimento da sua tese de mestrado. Apesar dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, conseguiu estruturar uma investigação baseada em ensaios clínicos randomizados e revisão da literatura, com resultados preliminares que apontam para benefícios na aplicação de técnicas manuais na elasticidade abdominal e na melhoria da experiência do paciente em exames invasivos.

Outro ponto relevante da conversa é a importância da comunidade e da partilha de conhecimento. Cristina destaca a criação da Comunidade Osteoform, um grupo com mais de 150 profissionais que trocam experiências e participam em encontros virtuais mensais — as já conhecidas “Osteopatia às Quintas”. Estes espaços têm fortalecido a cooperação e o apoio entre osteopatas, reduzindo o isolamento profissional e promovendo a atualização científica.

Durante o podcast, são ainda discutidos temas essenciais como a integração entre osteopatas e médicos, a necessidade de uma comunicação eficaz para melhorar o acompanhamento clínico, e o papel da educação dos pacientes na redução da ansiedade em procedimentos médicos.

Cristina revela também as suas ambições futuras, incluindo a possibilidade de avançar para um doutoramento e de integrar tecnologias inovadoras, como a ecografia, para reforçar a avaliação e a prática clínica osteopática.

A Osteotalk encerra com um convite aberto à comunidade de profissionais de saúde: participar na Osteoform e contribuir para a construção de uma rede sólida de conhecimento, investigação e desenvolvimento profissional em osteopatia.

Para consultar mais Osteotalks, siga o link

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